Pioneiros são homenageados em evento comemorativo aos 50 anos do primeiro voo do avião Bandeirante

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Há 50 anos acontecia em São José dos Campos o primeiro voo do protótipo do Bandeirante, avião que deu origem à Embraer. O cinquentenário foi comemorado na noite desta sexta-feira com uma homenagem aos  pioneiros do projeto, que foi liderado pelo Coronel Ozires Silva, hoje com 87 anos.

O evento aconteceu no DCTA e contou com a presença dos pioneiros envolvidos em todas as etapas do projeto, incluindo os que trabalharam na área de gestão e administração. Alguns foram representados por seus familiares.

Durante a homenagem realizada na noite desta sexta-feira, o coronel Ozires Silva, engenheiro que encabeçou o projeto Bandeirante e depois se tornou o primeiro presidente da Embraer, ficou visivelmente emocionado com a homenagem. Em seu pronunciamento, ele relatou o empenho da equipe envolvida e agradeceu às Forças Armadas. Foi aplaudido de pé pela plateia de 400 convidados.

O Bandeirante

O projeto Bandeirante, então batizado de IPD-6504, foi iniciado em 1965 e desenvolvido por engenheiros do CTA (Centro Técnico de Aeronáutica), hoje DCTA.  O nome do projeto era uma referência ao Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento (IPD) do CTA, ao ano (65) e ao número do projeto (04).

Após três anos e quatro meses, o primeiro protótipo do avião fez seu voo inaugural. Foram mais de 110 mil horas de trabalho, com envolvimento de 300 profissionais.

O protótipo decolou às 7h07 do aeroporto do CTA e voou por cerca de 50 minutos, sob o comando do major-aviador José Mariotto Ferreira e do engenheiro de voo Michel Cury.

A aeronave foi o marco da indústria aeronáutica brasileira. Outros dois protótipos foram construídos e, ano seguinte, em outubro de 1969, foi criada a Embraer — Empresa Brasileira de Aeronáutica.

O projeto deu origem ao EMB110 Bandeirante, com 12 lugares na versão militar.  Em 1973, as primeiras aeronaves foram entregues à FAB.

A Embraer produziu ao todo 496 Bandeirantes, em variadas versões civis e militares, vendidos a 36 países. O avião foi utilizado em transporte de passageiros e de carga; busca e salvamento; reconhecimento fotográfico e patrulha marítima.

Em junho de 1975 o primeiro protótipo do Bandeirante fez seu último voo, no percurso entre o Aeroporto Santos Dumont à Base Aérea dos Afonsos e permanece exposto no Museu de Aeronáutica.

Após a fabricação de 498 aviões, a produção em série do Bandeirante foi encerrada em 1991, mas muitos aviões continuam em operação no Brasil e no exterior.

 

Neide Pereira, do Hangar Cultural e Somos Editora, abre cerimônia de homenagem aos pioneiros

 

]Abaixo, abertura feita por Neide Pereira, do Hangar Cultural, responsável pela organização da cerimônia e pelo VI Encontro da Cultura Aeroespacial – Jornalistas e Escritores de Aviação:

 

A sexta edição do Encontro da Cultura Aeroespacial – Escritores e Jornalistas de Aviação, se consolida como o único evento no Brasil que conecta profissionais do segmento da aviação e do espaço com os profissionais responsáveis por tornar a história e os fatos conhecidos do público em seus livros, matérias e publicações.

Foi graças aos registros existentes e à memória de muitos que estão aqui nesta noite que podemos contar a história de um avião que voou pela primeira vez há 50 anos, aqui mesmo nas dependências do DCTA. Um voo que mudou a história da cidade de São José dos Campos e do Brasil.

Este voo só foi possível porque um grupo de idealistas, determinado a realizar o sonho de fabricar aviões com a assinatura de brasileiros, trabalhou incansavelmente e, contrariando todas as previsões contrárias, criou a terceira maior indústria aeronáutica do mundo.

Um feito que até parece roteiro de filme, mas é tão real que muitos desses pioneiros estão aqui para provar que tudo é possível quando trabalhamos com determinação e em prol de um objetivo comum.

Hoje, definitivamente, é um dia especial para nós, pois temos o privilégio de comemorar com as pessoas que estavam lá no primeiro voo do Bandeirante e sentiram a emoção ao vivo de uma decolagem inédita e quase impensável.

Obrigada pioneiros e às suas famílias por estarem aqui compartilhando conosco emoções e histórias.  

Agradeço, também, nosso anfitrião o major brigadeiro Hudson Costa Potiguara pela parceria para a realização desta festa, às empresas que nos apoiaram e em especial às pessoas envolvidas na organização desta festa.

 

 

VI Encontro da Cultura Aeroespacial acontece neste sábado, em São José, com venda e lançamento de livros sobre aviação

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Evento acontece junto com o Portões Abertos DCTA 2018, com shows aéreos e exposição de aeronaves

 

Visitantes circulam por estandes de livros do V Encontro de Escritores e Jornalistas de Aviação, realizado em 2017

O Hangar Cultural promove no dia 20 de outubro, das 9h às 17h, o VI Encontro da Cultura Aeroespacial, em São José dos Campos. O evento reunirá 30 jornalistas, escritores e editores, que vão expor, lançar e vender livros especializados em aviação.

Este ano, o Encontro acontece junto com o Portões Abertos do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), com shows aéreos, exposição de aeronaves e praça de food truck. A entrada é livre para todas as faixas etárias e o acesso é pela Avenida Brigadeiro Faria Lima, ao lado do Aeroporto de São José dos Campos.

Nos estandes do VI Encontro da Cultura Aeroespacial, os visitantes poderão encontrar livros sobre aviação civil e militar, biografias de profissionais que se destacaram na área e obras com fotografias aéreas impressionantes, entre outras.

Nesta sexta edição, o evento tem como tema principal os 50 anos do primeiro voo do protótipo do Bandeirante, avião que deu origem à Embraer. O coronel Ozires Silva, líder do projeto, e outros profissionais pioneiros que participaram do desenvolvimento do primeiro avião brasileiro serão homenageados.

Coronel Ozires Silva está entre os homenageados dos 50 anos do primeiro voo do Bandeirante

Participações e lançamentos 

Entre os seis lançamentos já confirmados no VI Encontro da Cultura Aeroespacial, está a mais recente obra da escritora Rita Elisa Seda “O sonho tem asas – O visionário Carlos Gonçalves“, publicada pela JACursino Editores.  A obra foi feita em parceria com Vilma Gonçalves, viúva do engenheiro que idealizou e construiu o Uirapuru, primeiro avião brasileiro exportado.

Também serão lançados no evento os livros “Bruxas da Noite – As aviadoras Soviéticas na Segunda Guerra Mundial“, de Ana e Carlos Daróz, publicado pela Somos Editora; “1964, Precursores da Academia da Força Aérea“, do coronel Cláudio Passos Calaza e Hermelindo Lopes Filho; “ITA – Desenvolvimento  Organizacional e Humano em Tecnologia e Inovação“, de Valderez Ferreira Fraga, da Appris Editora; “Eu vi, eu vivi, eu estava ali…“, de Luiz Torello, pela Tachion Editora; e “Serie Aerolineas n° 12 DH-106 Comet IV“, de Jorge Nuñez Padin, pela Australis Editora.

Além das editoras e escritores acima, estão confirmadas as presenças de Brigadeiro Nelson de Souza Taveira, Carlos Spagat, Coronel Ozires Silva (a partir das 13h), Cesar Rodrigues, Ciro Bondesan, Cláudio Lucchesi, Comandante Luiz Carlos Fernandes de Souza, Dr. Flávio Flores da Cunha Bierrenbach, Flávio Lins de Barros, Hélcio Estrella, Hélio Higuchi, Incaer (Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica), João Tilki, Lucita Briza, Luiz Munaretto, Mauro Lins de Barros, Mauro Godoy, Marisa Lucchiari Nunes, Paulo Fernando Kasseb, Ronaldo Olive, Rubens Heredia (Museu 14 BIS) e Rui Gonçalves.

 

Serviço

VI Encontro da Cultura Aeroespacial – Escritores e Jornalistas
Onde: Portões Abertos do DCTA 2018, ao lado do Aeroporto de São José dos Campos
Quando: 20 de outubro, das 9h às 17h
Entrada: Gratuita
Informações: Portal Cultura Aeroespacial  

Professora Valderez Fraga vai lançar ‘ITA – Desenvolvimento Organizacional e Humano em Tecnologia e Inovação’ no VI Encontro

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O ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), de São José dos Campos, é o foco do mais novo livro da professora Valderez Ferreira Fraga, que será lançado no VI Encontro da Cultura Aeroespacial – Escritores e Jornalistas, no dia 20 de outubro. O evento acontece junto com o Portões Abertos do DCTA 2018, com entrada gratuita.

Resultado de um excelente trabalho de pesquisa da professora Valderez Ferreira Fraga, o livro “ITA – Desenvolvimento Organizacional e Humano em Tecnologia e Inovação” revela a base do processo educacional adotado pela instituição. A obra é imprescindível para quem deseja entender o sucesso do Modelo Iteano e a chamada ‘Disciplina Consciente’.

“Ao longo de quase 70 anos de existência, o ITA se sente honrado com esta publicação. Nossa escola é um modelo de sucesso que tem formado cerca de 8 mil engenheiros que fazem a diferença para o desenvolvimento nacional. Além da formação de mestres e doutores, que tem engrossado as fileiras da pesquisa tecnológica em nível nacional e internacional. Agradecemos à professora Valderez Ferreira Fraga por tão brilhante trabalho de catalogação, busca de depoimentos e consolidação de um legado histórico que precisa ser repercutido e utilizado como estímulo e motivação às futuras gerações”, disse o professor Anderson Ribeiro Correia, reitor do ITA

O ex-reitor e ex-professor do ITA Euclides Fernandes ressalta que a vivência de Valderez no Instituto contribuiu para uma visão ampla do Modelo Iteano.

“[O livro] Explora os embasamentos do modelo, analisando ‘valores fundamentais’, como a ‘disciplina consciente’, diferenciando-a do tradicional Código de Honra. Baseia-se em sua vivência quando coordenou o desenvolvimento organizacional e humano, com essencial formação profissional e dedicação à educação/pesquisa. Recomendo especialmente aos iteanos que, com certeza, irão completar-se (não se surpreender) e, talvez, alguns venham a se redescobrir”, disse Fernandes.

Sobre o  VI Encontro da Cultura Aeroespacial
O  VI Encontro da Cultura Aeroespacial reunirá 30 jornalistas, escritores e editores, que vão expor um vasto acervo de literatura especializada e lançar obras inéditas.  Nos estandes, os visitantes poderão encontrar livros sobre aviação civil e militar, biografias de profissionais que se destacaram na área e obras com fotografias aéreas impressionantes, entre outras.

Nesta sexta edição, o Encontro da Cultura Aeroespacial tem como tema principal os 50 anos do primeiro voo do protótipo do Bandeirante, avião que deu origem à Embraer. O coronel Ozires Silva, líder do projeto, e outros profissionais pioneiros que participaram do desenvolvimento do primeiro avião brasileiro serão homenageados.

Serviço

VI Encontro da Cultura Aeroespacial – Escritores e Jornalistas
Onde: Portões Abertos do DCTA 2018, ao lado do Aeroporto de São José dos Campos
Quando: 20 de outubro, das 9h às 17h
Entrada: Gratuita
Informações: Portal Cultura Aeroespacial 

 

 

Homenageados do V Encontro de Escritores e Jornalistas de Aviação e do Fomento à Cultura Aeroespacial

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Fotos: João Teodoro

HOMENAGEADO: JAYME BOSCOV (representado pela filha Adriana Boscov)

 

 

 

 

 

Engenheiro aeronáutico formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e foi responsável pelo Programa Espacial Brasileiro de 1969 a 1996. Foi bolsista do governo francês em 1960, de onde foi integrado na Société Nationale d’Études et Construction de Moteur d’Aviation (SNECMA), na divisão de Engenhos Espaciais, Estudos Avançados. Participou ativamente do programa de desenvolvimento de lançadores até 1967, quando ingressou em uma das equipes de desenvolvimento do avião supersônico Concorde. Após 10 anos trabalhando na França, Boscov retornou ao Brasil para sedimentar o programa de Pesquisa e Desenvolvimento de Foguetes em fase inicial na época no Centro Técnico Aeroespacial (CTA). Formou e liderou a divisão de Projetos de Foguetes durante 22 anos, entre 1969 e 1991. Projetou e desenvolveu os foguetes de sondagem Sonda III, Sonda IV e o Veículo Lançador de Satélites (VLS) até 1992. Coordenou programas de cooperação internacional com organizações da França e Alemanha, na área de lançadores, o que possibilitou a formação de recursos humanos em mecânica orbital, antenas para lançadores, recuperação de cargas úteis no mar e gerenciamento de grandes projetos espaciais. Se aposentou em 1995, passando a prestar serviços para a Agência Espacial Brasileira (AEB) até 1998.

Boscov foi eleito membro da Academia Internacional de Astronáutica (IAA) em 1989 e foi nomeado Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico por sua contribuição científica para o desenvolvimento do Brasil em 1996, pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Além disso recebeu as seguintes medalhas do Ministério da Aeronáutica: Mérito Santos Dumont em 1970; Mérito Aeronáutico Grau Cavaleiro em 1978, Grau de Grande Oficial em 1986 e Grau Comendador em 1995; além da medalha da Ordem do Mérito das Forças Armadas em 1989.

 

HOMENAGEADO: SATOSHI YOKOTA

 

 

 

 

Graduado em Engenharia Eletrônica pelo ITA – Instituto Tecnológico de Aeronáutica, turma de 1964. Trabalhou no CTA – Centro Técnico Aeroespacial, em São José dos Campos, de 1965 a 1967, como Pesquisador do Departamento de Eletrônica do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento. De 1967 a 1970 foi Engenheiro da Paraense Transportes Aéreos, companhia aérea regional baseada em Belém e que operava na região amazônica. No mesmo período, foi professor de Engenharia Eletrônica da Faculdade de Engenharia da Universidade Federal do Pará. Ingressou na EMBRAER em 1970 e atuou, sucessivamente, como Engenheiro de Sistemas Eletrônicos, Chefe da Seção de Sistemas Eletrônicos, Gerente da Divisão de Ensaios e, a partir de 1992, Gerente do Programa ERJ 145. Em 1997 foi nomeado Diretor Vice-Presidente para as áreas de Programas, Engenharia, Suprimentos e Produção, sendo responsável pelo lançamento do jato executivo Legacy e pela família dos jatos EMBRAER 170/190. Em abril de 2005 foi nomeado Diretor Vice-Presidente Executivo de Engenharia e Desenvolvimento, dando suporte ao acesso da Embraer no mercado de jatos leves, através dos modelos Phenom 100 e Phenom 300. Em janeiro de 2007 foi designado Vice-Presidente Executivo de Planejamento Estratégico e Desenvolvimento Tecnológico, responsável pelo desenvolvimento tecnológico, concepção de novos produtos e pelas estratégias corporativas e políticas de meio ambiente da Embraer. Foi membro de Conselho de Administração da Embraer, da Jacto Máquinas Agrícolas e da Associação Parque Tecnológico de São José dos CamposAtualmente é membro do Conselho Superior de Inovação e Competitividade da FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Conselho de Orientação do IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo e do Conselho Diretor da Fundação Casimiro Montenegro Filho. Exerce ainda a Presidência dos Conselhos do IPPLAN –Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento de São José dos Campos e da Associação Joseense para o Fomento da Arte e da Cultura.

 

HOMENAGEADO: ENG. JOSÉ CARLOS DE SOUSA REIS

 

 

 

 

Natural do Rio de Janeiro, foi admitido ao ITA em 1952, lá formando-se em Engenharia Aeronáutica no ano de 1957, quando ganhou uma bolsa de trabalho, então existente entre a França e o Brasil.   Uma vez na França, trabalhou inicialmente alguns meses no fabricante de aviões “Louis Breguet”, em Paris, e em seguida mais alguns meses na Fábrica de aviões “Max Holste” , na cidade de Reims, nordeste da França.

Regressando ao Brasil, foi contratado pela Aeronáutica Neiva Ltda., de Botucatu, SP, para trabalhar nos aviões fabricados por ela. Mais tarde, como prêmio, a empresa lhe concedeu algumas ações, o que o transformou em sócio minoritário da companhia. Naquela época começou a projetar e construir em sua casa, nas horas vagas, um avião de asa-baixa, monomotor, de dois assentos, que mais tarde batizaria como Falcão.

Posteriormente deixou a Neiva, voltando para São José dos Campos, decidido a concluir seu avião Falcão. Pensando em reforçar o grupo com alguns sócios, convidou alguns antigos colegas do ITA para participarem daquele empreendimento, entre eles João Verdi e Guido Pessotti.  Não contavam com nenhum financiador, mas Reis vendeu as ações que ainda possuía naquela empresa, conseguindo algum dinheiro para finalizar a construção do Falcão. Fundaram uma empresa, então chamada  Avibras. Superando enormes dificuldades, sobretudo financeiras, aquele grupo de iteanos conseguiu finalizar o Falcão, cujo primeiro voo foi realizado pelo próprio Guido Pessoti, com pleno sucesso.

A seguir, Reis pensou em tentar um contato com o então Ministro da aeronáutica, Brigadeiro Eduardo Gomes. O objetivo era tentar vender o Falcão para a FAB, permitindo ao grupo de sócios que o construíram os recursos necessários para poder fabricá-lo em série. Depois de muitas tentativas, Eduardo Gomes concordou em receber Reis, viu todas as fotografias do avião Falcão e então decidiu adquirir o avião para a FAB.  Para isso, seria necessário um voo experimental a ser realizado por um oficial graduado da FAB lotado no CTA. Quem o pilotou, com sucesso, foi o hoje Major Brigadeiro Hugo de Oliveira Piva.  Àquela época, o relacionamento com os demais sócios da Avibras, já não era bom, e Reis decidiu abandonar o grupo.  A seguir, foi contratado pelo CTA, onde trabalhou, por alguns meses, no Túnel Aerodinâmico do ITA.

Mais tarde Reis e outro iteano, Carlos Gonçalves, decidiram criar uma nova  empresa, a Aerotec, a fim de projetar e fabricar novos aviões derivados do Falcão. Essa iniciativa prosperou. Um galpão simples foi alugado na cidade e nele iniciado o projeto do monomotor biplace Uirapuru.  Em alguns meses esse objetivo foi alcançado: o Uirapuru fez seu primeiro voo com sucesso, e os testes de homologação realizados pelo CTA foram concluídos e aprovados, liberando a fabricação e venda da aeronave.

Em seguida, Reis decidiu repetir o que tinha feito com o Falcão no passado e procurou o Ministro da Aeronáutica para apresentar o novo avião, na tentativa de negociar um contrato de venda. Depois de muitas idas ao Ministério da Aeronáutica, sem sucesso, por fim o Ministro finalmente concordou.

Pediu que trouxessem imediatamente ao seu escritório o Cel. Ozires Silva, do CTA, e por fim o Ministério da Aeronáutica adquiriu um lote inicial de 20 unidades do Uirapuru, que passou imediatamente a ser fabricado. Mais tarde a FAB compraria mais exemplares, os quais foram todos empregados no treinamento básico dos novos pilotos da FAB.  Depois de desativados os Zarapa, como ficaram popularmente conhecidos, foram doados a vários aeroclubes brasileiros, onde ajudaram a formar muitos pilotos civis.

Em determinado momento, porém, decidiu deixar a Aerotec, passando a trabalhar novamente no CTA, aceitando desta vez a um convite do Cel. Ozires Silva. Nessa época, o CTA havia decidido projetar um novo avião para a FAB, depois chamado Bandeirante, que justificou a fundação da Embraer. Reis é um dos pioneiros da Embraer e um dos primeiros engenheiros a trabalhar nessa nova empresa, quando o crachá de número 15.

Inicialmente ocupou o cargo de Gerente de Ferramental, responsável pelo projeto e construção de todos os dispositivos e gabaritos necessários para a produção em série do Bandeirante, e mais tarde vários outros cargos, como Gerente de Projetos, Gerente do Programa AMX, Gerente do setor de Materiais Compostos e Gerente de Produção. Deixou a empresa em 1993.

 

HOMENAGEADO: MÁRIO B. M. VINAGRE

 

 

 

 

Mário Vinagre é jornalista e repórter fotográfico especializado na cobertura do setor aeronáutico. Aficionado por aviação desde criança, fez suas primeiras incursões no jornalismo aeronáutico em 1970. Atuou na EMBRAER por quinze anos no atendimento à imprensa nacional e internacional especializada em aviação, inicialmente na assessoria de comunicação social e, posteriormente, na divisão de marketing, onde ocupou o cargo de assessor de imprensa.

Depois de deixar a EMBRAER, passou a atuar como freelancer, produzindo textos e fotos para diversas publicações nacionais e internacionais do segmento de aviação, tendo também feito a cobertura de feiras e exposições aeronáuticas no Brasil, na Europa, nos Estados Unidos e na América do Sul, e visitado fabricantes de aeronaves e motores no Chile, Canadá, Estados Unidos e França.

Foi editor, coprodutor do livro “No céu, na terra e no mar – memórias de um piloto de provas”, do Cel Av Luiz Fernando Cabral, lançado em 2011, e autor da biografia “Guido Pessotti: mestre do design aeronáutico”, lançada em 2015, ambos em associação com a Somos Editora.

Durante sua carreira foi agraciado com treze prêmios de jornalismo aeronáutico que lhe foram concedidos pelo Instituto Histórico Cultural da Aeronáutica (INCAER), do Rio de Janeiro, e pela Society of Automotive Engineers (SAE, Sociedade da Engenharia da Mobilidade), seção São Paulo.

 

HOMENAGEADOS: RUDNEI DIAS DA CUNHA E LEANDRO CASELLA

 

RUDNEI DIAS DA CUNHA

natural de Porto Alegre, 52 anos, é professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com doutorado em ciência da computação pela Universidade de Kent em Canterbury, Inglaterra. Entusiasta da aviação militar, mantém desde 1996 o site “História da Força Aérea Brasileira”. É também pesquisador, fotógrafo e escritor de livros aeronáuticos. Membro honorário da Força Aérea Brasileira desde 1997 e detentor das seguintes condecorações: oficial da ordem do mérito aeronáutico, medalha mérito Santos-Dumont, Jambock honorário – distinção concedida pelo veteranos do 1° GAVCA, Pégaso honorário 09 (5° ETA) e elos de uma eterna amizade (1°/14° GAV). Recebeu dois prêmios Santos-Dumont de jornalismo aeronáutico, concedidos pelo INCAER – Instituto Histórico Cultural da Aeronáutica.

LEANDRO CASELLA

Natural de Porto Alegre, 44 anos, é pesquisador, fotógrafo, jornalista e escritor aeronáutico. Trabalha na revista Força Aérea desde 1998, onde é atualmente editor. É membro honorário da Força Aérea Brasileira desde 2000 e detentor das seguintes condecorações: medalha mérito Santos-Dumont, Pégaso honorário 08 (5° ETA) e elos de uma eterna amizade (1°/14° GAV). Recebeu seis prêmios Santos-Dumont de jornalismo aeronáutico, concedidos pelo INCAER – Instituto Histórico Cultural da Aeronáutica.

Os autores possuem diversos trabalhos e artigos publicados, com destaque para os livros:

  • “já te atendo tchê! – a história do 1°/14° GAV” de 2005);
  • “NORTHROP F-5 no Brasil” de 2011);
  • “CURTISS P-40 no Brasil ” de 2014);
  • “GRUMMAN S-2 no Brasil” de 2016).

Marina Frazão lança livro durante encontro na APVE

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A escritora Marina Frazão  fará o lançamento do seu mais recente livro -“Pelos Caminhos do Céu e da Terra”- durante o V Encontro de Escritores e Jornalistas de Aviação, nos dias 2 e 3 de junho, na sede da APVE, em São José dos Campos.

Inspirada e sua própria trajetória, Marina narra no livro a história de um homem que viveu para a sua profissão e para o cumprimento do seu dever com a Força Aérea Brasileira, e de sua mulher, que o acompanhou em momentos de glórias e lágrimas, às vezes querendo ficar, em outras desejando partir ao lado dele.

Uma história semelhante à de tantos outros militares e suas famílias, que enfrentam alegrias e frustrações, orgulho e tristeza, saudade e apreensão. A vida dos que colocam a Pátria acima de tudo.

À esq., capa do livro “Pelos Caminhos do Céu e da Terra”, da escritora Marina Frazão (foto à dir.)


Na orelha do livro, a escritora Marina Frazão explica bem o que a motivou a escrever este livro:

Quando me apaixonei pelo então Ten.Cel.Av. Pedro Frazão de M. Lima me apaixonei também pela Força Aérea Brasileira. Não foi o charme da farda ou das acrobacias aéreas que me encantou. Sim, eram bonitas. Mas havia muito mais.

Logo passei a ver a FAB no seu papel social, no atendimento à saúde das mais longínquas populações, à comunicação, ao transporte de alimentos em situações de escassez em um povoado ou em uma cidade. Ao longo dos anos acompanhei o desenrolar de missões arriscadas de salvamento. Vi a ação da FAB na Amazônia, o extraordinário desempenho de suas tripulações enfrentando o cansaço, o perigo, as mais adversas condições de voo para levar meios de vida ou de trabalho a missões religiosas, tribos indígenas, regimentos de fronteira.

Vivendo nesse ambiente de integração e patriotismo, muito aprendi sobre o Brasil, o povo e o território. Aprendi sobre valores humanos, sacrifícios, abnegação.

Entendi que o militar está longe de ser a figura truculenta que alguns meios de propaganda divulgam. Na terra, no ar ou no mar são homens e mulheres que colocam suas vidas à disposição para a defesa da Pátria. E a Pátria somos nós, eu, você, o governante, o dono da padaria da esquina, o índio do Xingu, o cortador de cana, o dono da fábrica de papel…  Podemos considerá-los nossos “anjos da guarda”, providos de asas… mas também de canhões, para qualquer emergência!”

 

SERVIÇO

O que: Lançamento do livro Pelos Caminhos do Céu e da Terra, de Marina Frazão (Editora Somos)
Onde: V Encontro de Escritores e Jornalistas de Aviação, na APVE, Alameda Cândido Marciano Leite, 88, em São José dos Campos (SP)
Quando:  Dia 2 de junho, sexta-feira, das 13h às 18h; e dia 3 de junho, sábado, das 10h às 18h.

30 mil visitantes prestigiaram a programação do Portões Abertos DCTA 2018, em São José dos Campos

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Movimento nos estandes do VI Encontro da Cultura Aeroespacial – Foto: Reprodução Portal Ninja

 

O sucesso de público registrado pelo Portões Abertos DCTA 2018,  que aconteceu neste sábado (20), em São José dos Campos, é uma indicação da paixão e do reconhecimento da população joseense e de todo o Vale do Paraíba pelo setor aeroespacial.  Mais de 30 mil pessoas prestigiaram as dezenas de atrações promovidas ao longo do dia.

Muitos desses visitantes passaram pelos estandes do VI Encontro de Cultura Aeroespacial, que este ano registrou recorde de público e venda de livros. Com a participação de 30 jornalistas e escritores, esta sexta edição do Encontro aconteceu no Hangar X-10, onde foi construído o primeiro protótipo do Bandeirante, que  há 50 anos realizou o seu primeiro voo.

O cinquentenário foi comemorado na noite de sexta-feira (19), com uma emocionante homenagem aos pioneiros da indústria aeronáutica no Brasil, dentre eles, o coronel Ozires Silva. A solenidade marcou a abertura do VI Encontro de Cultura Aeroespacial, promovido pelo Hangar Cultural e Editora Somos

Portões Abertos

A programação do Portões Abertos do DCTA contou com exposição de aeronaves, saltos de paraquedistas, estandes de instituições públicas e privadas, e uma belíssima demonstração da Esquadrilha da Fumaça, ponto culminante da festa.

Os visitantes tiveram a oportunidade de ver expostos no campus do DCTA  os aviões Xavante AT-26,  Super-Tucano A-29, Tucano T-27, Embraer Legacy e helicópteros da FAB,  do Exército e da Polícia Militar, entre outras aeronaves. Paraquedistas da equipe Falcões da Força Aérea fizeram uma demonstração saltando de um Bandeirante.

Entre as instituições públicas que marcaram presença no evento, com exposições de equipamentos e projetos, estão o ICEA (Instituto de Controle do Espaço Aéreo),  o INCAER (Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica) e o CENDOC (Centro de Documentação Aeronáutica).

 

Ronaldo Olive e a homenagem da Embraer: 1º voo do Bandeirante completa 50 anos!

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Por Roberto Caiafa
Do Portal Tecnologia&Defesa

Roll-Out do YC-95 FAB 2130 - Foto: Ronaldo Olive

Roll-Out do YC-95 FAB 2130 – Foto: Ronaldo Olive

 

Na noite desta sexta-feira, 19 de outubro de 2018, o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) realiza evento comemorativo sobre os 50 anos do primeiro voo da aeronave YC-95 FAB 2130, o primeiro protótipo do Bandeirante.

Um marco na aviação brasileira

O primeiro avião brasileiro, o YC-95 Bandeirante, é um dos mais marcantes para a história da aeronáutica brasileira.

O primeiro voo aconteceu no dia 28 de outubro de 1968 após 110 mil horas de trabalho que contou com o trabalho de cerca de 300 pessoas ao longo de três anos e quatro meses.

Os protótipos FAB 2130 e 2131 em voo sobre a Baia da Guanabara

Os protótipos FAB 2130 e 2131 em voo sobre a Baia da Guanabara

No ano seguinte, a Embraer seria criada para fabricar a aeronave em linha de produção. O primeiro cliente seria a Força Aérea Brasileira (FAB) com a aquisição de 80 unidades.

Nos anos seguintes, a Força Aérea do Uruguai tornou-se o primeiro cliente no exterior.

A Embraer produziria um total de 498 unidades, em 16 versões diferentes. Foi o começo do desenvolvimento e sucesso da indústria aeroespacial brasileira.

Roll-Out do FAB 213 – Imagem: Ronaldo Olive

Um dos homenageados na noite dedicada aos pioneiros é o “Senhor das Armas” de T&D, o escritor e consultor Ronaldo Olive.

Olive é o mais antigo integrante do quadro de profissionais de Tecnologia & Defesa, tendo suas matérias publicadas na revista desde o número 1.

Escritor e jornalista brasileiro com uma longa e profícua carreira a partir da década de 1960, o niteroiense de 76 anos especializou-se em assuntos como aviação, temas militares, Law Enforcement e armas de fogo, com artigos publicados em periódicos locais e internacionais (Reino Unido, Suíça e EUA).

Sua vasta experiência fez dele um palestrante convidado frequente e instrutor nas forças armadas e policiais do Brasil.

Ronaldo Olive equipado com uma “Go Pró” analógica KODAK Super 8 mm “acoplada” ao capacete. A foto é dos preparativos para um salto na Barra de Tijuca, no final dos anos de 1970.

Funcionário número 001 da Embraer lança livro com fatos e causos dos primeiros anos da empresa

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Luiz Torello, funcionário de matrícula 001 da Embraer, responsável pelo setor de Recursos Humanos da empresa, é o autor do livro  “Eu Vi, eu vivi, eu estava ali…”, que será lançado neste sábado, dia 20 de outubro, no VI Encontro da Cultura Aeroespacial, em São José dos Campos. O evento acontece junto com o Portões Abertos DCTA 2018, das 9h às 17h.

Nesta obra, Torello conta fatos e ‘causos’ divertidos que remontam o cotidiano da Embraer desde o início dos anos 70, incluindo muitas informações que vão despertar lembranças em todos aqueles que trabalharam na empresa e atrair a curiosidade das novas gerações de trabalhadores.

Com uma linguagem ágil e recheada de humor, o livro agrada a todos os leitores que gostam de uma boa prosa, mesmo que não tenham nenhum laço com a fábrica de aviões.

Torello conta com detalhes saborosos os primeiros anos da Embraer, afinal ele viu, ele viveu e ele estava ali…

 

O Evento

O VI Encontro da Cultura Aeroespacial – Escritores e Jornalistas tem entrada gratuita e será realizado junto com o Portões Abertos do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial). O acesso é pela Avenida Brigadeiro Faria Lima, ao lado do Aeroporto de São José dos Campos.

Nesta sexta edição, o Encontro da Cultura Aeroespacial tem como tema principal os 50 anos do primeiro voo do protótipo do Bandeirante, avião que deu origem à Embraer. O coronel Ozires Silva, líder do projeto, e outros profissionais pioneiros que participaram do desenvolvimento do primeiro avião brasileiro serão homenageados.

Os visitantes do VI Encontro da Cultura Aeroespacial – Escritores e Jornalistas de Aviação também poderão aproveitar a programação do Portões Abertos do DCTA, que shows aéreos com a Esquadrilha da Fumaça, exposições de aeronaves, food truck e muito mais.

 

SERVIÇO

VI Encontro :da Cultura Aeroespacial – Escritores e Jornalistas
Onde: Portões Abertos do DCTA 2018, ao lado do Aeroporto de São José dos Campos
Quando: 20 de outubro, das 9h às 17h
Entrada: Gratuita
Informações: Portal Cultura Aeroespacial
(12) 3322-9113 | 3322-9114 e 98191-5888
imprensa.culturaaeroespacial@gmail.com

 

Livro conta a história dos precursores da AFA em Pirassununga

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O coronel Cláudio Passos Calaza e o professor e Hermelindo Lopes Filho lançam neste sábado (20), no VI Encontro da Cultura Aeroespacial, em São José dos Campos, o livro “1964 – Precursores da Academia da Força Aérea – O novo Ninho das Águias”. O evento acontece junto com o Portões Abertos DCTA 2018, das 9h às 17h, e tem entrada gratuita.

Os dois autores estarão no local para autógrafo e bate-papo com os leitores.

A obra conta a saga dos cadetes que foram os precursores e remonta a história de uma das principais escolas militares do país, inclusive o complexo processo de mudança de sede da Escola de Aeronáutica, do Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro, para Pirassununga, no interior de São Paulo.

Resultado de quatro anos de pesquisas, o livro é um reconhecimento e uma homenagem ao árduo e persistente trabalho dos integrantes daquela turma, que serve de exemplo e inspiração às novas gerações.

O Evento

O VI Encontro da Cultura Aeroespacial – Escritores e Jornalistas tem entrada gratuita e será realizado junto com o Portões Abertos do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial). O acesso é pela Avenida Brigadeiro Faria Lima, ao lado do Aeroporto de São José dos Campos.

Nesta sexta edição, o Encontro da Cultura Aeroespacial tem como tema principal os 50 anos do primeiro voo do protótipo do Bandeirante, avião que deu origem à Embraer. O coronel Ozires Silva, líder do projeto, e outros profissionais pioneiros que participaram do desenvolvimento do primeiro avião brasileiro serão homenageados.

Os visitantes do VI Encontro da Cultura Aeroespacial – Escritores e Jornalistas de Aviação também poderão aproveitar a programação do Portões Abertos do DCTA, que shows aéreos com a Esquadrilha da Fumaça, exposições de aeronaves, food truck e muito mais.

 

SERVIÇO

VI Encontro :da Cultura Aeroespacial – Escritores e Jornalistas
Onde: Portões Abertos do DCTA 2018, ao lado do Aeroporto de São José dos Campos
Quando: 20 de outubro, das 9h às 17h
Entrada: Gratuita
Informações: Portal Cultura Aeroespacial
(12) 3322-9113 | 3322-9114 e 98191-5888
imprensa.culturaaeroespacial@gmail.com

‘Bruxas da Noite’ relata a fascinante história de aviadoras soviéticas na 2º Guerra Mundial

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Capa do livro “Bruxas da Noite…”

Bruxas da Noite, as Aviadoras Soviéticas na Segunda Guerra Mundial”, de Ana e Carlos Daróz, remonta a fascinante história de mulheres aviadoras soviéticas que escreveram nos céus da Europa uma página de sacrifício e coragem. O legado dessas pioneiras até hoje inspira e dá esperança a mulheres que ingressam em forças aéreas de todo o mundo.

O livro, que será lançado no VI Encontro da Cultura Aeroespacial, no dia 20, em São José dos Campos, é um tributo a essas guerreiras, que arriscaram a vida em nome de seu país, ultrapassando barreiras, quebrando paradigmas e abrindo novos caminhos às gerações posteriores.

“Ana e Carlos Daróz nos oferecem um testemunho capital, um relato sem igual, deste momento e destas mulheres. Um testemunho que eleva sua obra à altura dos grandes livros de guerra jamais publicados no Brasil”, diz Mary Del Priore, uma das mais renomadas historiadoras do Brasil na atualidade, no prefácio intitulado “Rosas vermelhas e seus espinhos”.

Os autores

Carlos Daróz é historiador militar, pesquisador, professor e escritor. Bacharel em Ciências Militares e licenciado em História, especializou-se em História Militar e possui mestrado em História e em Operações Militares.

Ana Daróz inicia sua trajetória como escritora com As Bruxas da Noite. Comissária de bordo formada pela New Flight Escola de Aviação Civil, é acadêmica de Letras-Literatura na Universidade Federal Fluminense, onde desenvolve pesquisas nas áreas de gênero e História.

Encontro da Cultura Aeroespacial

O VI Encontro da Cultura Aeroespacial – Escritores e Jornalistas de Aviação tem entrada gratuita e será realizado junto com o Portões Abertos do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial). O acesso é pelo Avenida Brigadeiro Faria Lima, ao lado do Aeroporto de São José dos Campos.

Nesta sexta edição, o Encontro da Cultura Aeroespacial tem como tema principal os 50 anos do primeiro voo do protótipo do Bandeirante, avião que deu origem à Embraer. O coronel Ozires Silva, líder do projeto, e outros profissionais pioneiros que participaram do desenvolvimento do primeiro avião brasileiro serão homenageados.

Os visitantes do VI Encontro da Cultura Aeroespacial – Escritores e Jornalistas de Aviação também poderão aproveitar a  programação do Portões Abertos do DCTA, que shows aéreos com a Esquadrilha da Fumaça, exposições de aeronaves, food truck e muito mais.

 

Aviadoras soviéticas atacavam tropas alemães à noite

Aviadoras soviéticas atacavam tropas alemães à noite

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Serviço

VI Encontro da Cultura Aeroespacial – Escritores e Jornalistas
Onde: Junto com o Portões Abertos do DCTA 2018, ao lado do Aeroporto de São José dos Campos
Quando: 20 de outubro, das 9h às 17h
Entrada: Gratuita
Acompanhe tudo sobre o encontro no Portal Cultura Aeroespacial